quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Os belos que me perdoem, mas alma é fundamental
O maior problema da beleza é o poder que ela tem de corromper a moral.
Como o dinheiro, a beleza arromba portas, transforma atitudes, manipula pessoas, colore caráteres pretos como a noite. A beleza é chave - feito terno e gravata quando usado em assaltos, pelos ladrões. Ela é isca em um mar voltado para a aparência e morte para quem dela só se alimenta.
São sempre os mais belos que enlouquecem na vã tentativa de jamais envelhecer. São eles que se tornam figuras horripilantes de desespero e insensatez, afundando-se em lábios hiper inchados, plásticas retorcidas, bíceps medonhos e avantajados.
Talvez, como droga, o muito belo experimente aquela dose falsa de felicidade e sinta-se no topo do mundo, querendo prolongar a euforia pelo resto de sua vida. Talvez, a beleza tenha sido por tanto tempo o seu objetivo de vida, que os demais objetivos ficaram lá esquecidos, atrofiados e quando requisitados mostram-se fracos.
Não generalizo os belos em geral, mas vejo na beleza uma propensão às doenças psicológicas e morais.
É um preço alto.
Pois, em um mundo neuroticamente voltado ao físico, ser muito belo é quase uma tarefa tão árdua como conseguir entender que, depois de um tempo, a beleza não vale nada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário