sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Quer Casar Comigo?


O casamento é a relação mais complicada que existe.
Explico.
Para começar, filhos, pais, tios e primos jamais serão ex. Marido pode ser.
Podemos nos relacionar melhor com o marido do que com todo o restante da lista, mas ele nunca, jamais, será parte do nosso DNA, mesmo sabendo mais coisas sobre nós do que todo esse grupo familiar reunido.
Pois é.
Maridos são odiados em um dia e amados no outro.
Ok, o restante da família também, mas ainda não terminei.
Podemos desistir de um marido.
De dois.
De três.
Parente não se troca. Se aceita. E filhos são os únicos que nunca pensamos na hipótese de trocar, mesmo desejando certas trocas de comportamento.
Agora, marido...esposa... 
Pensamos ser para sempre quando todas aquelas expectativas (infantis, maduras, surreais, saudáveis, doentes) nos são atendidas.
Para depois nos horrorizarmos e pegarmos a primeira BIC na mão, prontos para assinar o divórcio, quando todas as expectativas (infantis, maduras, surreais, saudáveis, doentes) não são atendidas.
Amamos o jeito.
Odiamos o jeito.
Estar casado é como embarcar em um elevador.
Vez ou outra apertamos certo botão e desembarcamos no porão, no terraço ou no conforto do primeiro andar. Estamos sujeitos à alguns solavancos e o excesso de peso pode ser perigoso: cada elevador só suporta os quilos para qual foi feito carregar.
O casamento.
Essa Montanha Russa tão gostosa quanto assustadora.
Essa batida de sentimentos que se mesclam e que, vez ou outra, nem sabemos mais de que é feita, mas o que interessa é a vontade persistente de beber.
Porque é tão bom, ruim, que só deixa de ser algo para ser nada quando não se tem mais para sentir.
Então, guardamos tudo no cantinho do coração e da memória.
E partimos para uma nova história.

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