Quem é você, afinal?
Às vezes me falta tanta coisa,
Muitas vezes me sobra tantas outras.
O ar me é tão rarefeito quanto excessivamente leve e abundante.
Quero nada.
Quero tudo.
Amo tanto.
Tão pouco.
Me sinto pele.
Me sinto alma.
Sou mutante.
Sempre diferente.
E nunca vou parar de me expandir.
Recolher.
Pensar.
Que poderia ser diferente.
Ou sempre igual.
Sou viagem. Sou destino.
Não sei nada.
Sei tudo.
Mas, ao menos, sei que nada sou.
E sou muito.
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