quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Envelhecer é uma Arte


Ela é magrinha.
Alta.
Bronzeada.
Veste uma vestidinho floral bem curtinho e nos pés, botas de Cowboy.
Os cabelos são longos e loiros e os óculos espelhados.
Uma bela menina de quinze anos?
Não, uma senhora com mais de cinquenta.
Os quarenta são os novos trinta? Pode ser, a qualidade de vida mudou, os cuidados com o corpo e a pele se intensificaram, a energia é outra, graças à Deus.
Mas, por favor, limites mulherada!
Não aceitar as limitações da idade é a forma mais triste de envelhecer.
Podemos ser magras, porém os joelhos, a barriga, os cotovelos e as mãos não serão mais os mesmos, assim como as motivações existenciais devem estar em outra frequência, caso contrário, estamos doentes da cabeça.
Somos felizes porque somos.
Não é a idade, o peso, o trabalho, o homem ao lado que nos faz feliz.
Nos fazemos felizes e o resto é complemento.
Nos aceitarmos é o primeiro passo. 
Aceitar a forma física, a compleição, a idade, a condição.
É tão bonito um cara de cabelos brancos e tão medonho os tons avermelhados daquele que tenta recuperar o viço na tintura de cabelo.
Padrões?
Sou absolutamente contra.
Apenas defendo que devemos ser o que somos, de verdade.
Porque vestir personagens para agradar à platéia deve ser requisito de artista.
E a vida deles não é nada fácil.

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