segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Bárbara


Um dos meus maiores projetos me enche de orgulho, por isso abro espaço para esse texto lindo, da minha filha de 18 anos. Lindo como ela.

"Há tempos eu parei de escrever. Parei de analisar, pra me permitir sentir. Deixei (de lado) o lado que insiste em refletir, parafrasear e rimar os acontecimentos e libertei-os para que tomem o mesmo rumo do vento. O rumo da poeira que sobe quando o ônibus passa pela terra batida e que, acompanhado pelo som das conversas abafadas de completos desconhecidos, simboliza o fim de novas vinte e quatro horas de vivência nesse corpo. Libertar foi a melhor ideia que eu tive, mesmo que a cabeça esteja atormentada de mil e um pensamentos e frustrações e sonhos e realizações. Deixar o preocupante pra última hora, pro último minuto, pra hora do desespero é sim o que eu decidi fazer. Vou sim cheirar as flores, olhar pro céu, rir do descompasso e chorar com descompromisso. Vou viver agora, senão fica tarde e escurece. E o escuro já não é mais uma opção. Eu só quero luz."

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