sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Aquarela
Sou de verdades inteiras.
Me entrego ao que sinto, mesmo que esse sentir possa mudar rapidamente de tom.
Quando meu mundo é azul, mergulho na imensidão de todos os azuis, respiro cada nuance, cada pequeno pingo azulado e esqueço das outras cores.
Bebo o vermelho e me torno escarlate, cavalgando em campos de flores encarnadas, com o sol se pondo rubro e denso.
No verde mergulho inteira e nado lenta em oceanos de tranquilidade, onde sereias me acenam e tudo se torna possível e fácil.
Quando cinza, viro cápsula que vê, mas não sente o ar que respira.
E nas minhas viagens pelo arco-íris da vida, venero e idolatro cada cor que me desenho.
Pois ela passa a ser única, verdadeira e intensa até que de outra cor eu me preencha.
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