quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Alma Lua
Que a minha alma nunca seja livro aberto.
Mas céu estrelado com milhares de luzinhas de mistério.
Que seja Lua que se descortina e se desnuda no momento certo.
Que seja surpresa e mudança.
Que me dê um pouco de mim a cada manhã, mas não tudo, não com pressa.
Que nesta vida eu nunca a entenda, nunca a considere completa.
Pois quero ser parte do que mais venero, que é aquilo que menos compreendo.
Pois não compreender as estrelas, nem os mistérios profundos do mundo, não os faz menos belos.
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