segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Pressa


E nesse caminho rápido.
De tantas voltas.
Olhei para o horizonte e vi um céu púrpura.
Com nuvens feito moldura.
Com a chaminé escrita como poesia.
Tudo desenho de lápis de cor. Obra de arte.
Para firmar na retina aquilo que vira para sempre refúgio no coração.
Faço a promessa de parar na próxima volta.
Para engolir como remédio esse cenário de sonho.
Tarde demais.
O sol se foi.
A noite é linda.
Mas guardei menos na alma do que eu poderia ter.

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