sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Onde vamos parar?


Onde foi parar aquele tempo em que se tinha menos, mas se sorria mais?
Aquele tempo onde o Natal era sinônimo de cidade iluminada, esperança, crianças com listinhas de presentes? Com pessoas mais tolerantes, pois afinal era Natal, e não raivosas, estressadas com a lista infindável de obrigações à cumprir?
Onde foi parar aquele tempo de amigos do peito, de fiado no mercadinho da esquina, de novelas com heróis de caráter?
Aquele tempo em que os filhos crescidos eram mais tolerantes com os pais, as famílias tinham mais força e a força não estava na repetição de sentenças de que família é algo retrógrado e vai além de uma mãe e de um pai? 
Onde foram parar os deveres que ficaram soterrados pelos direitos de que tudo pode, tudo é válido, inclusive afogar os valores em prol da satisfação individual?
Meu Deus, como me faz falta uma época em que eu ouvia dizer que não se podia dizer muito, mas não se tinha tanto medo, inclusive dessa libertinagem de ações?
Onde estão as mulheres que são mulheres e os homens que são homens?
Onde está a alegria de viver?
O Obrigado, o Por Favor, o Pode Passar, O Bom Dia?
Que selva é essa que bestas que se dizem humanas massacram-se, empurram-se, sabotam-se?
Devoram-se?
Onde estão os bons? O que restou de humano, de alegre, de não virtual?
Que época é essa?
Para onde estamos indo, afinal?

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