sexta-feira, 26 de junho de 2015
RE Tudo
Para se viver feliz nesse mad, mad world é preciso RE sempre.
É o RE que nos molda e talha, fazendo com que o encaixe na existência seja mais fácil e pleno.
REcomeçar, REinventar, REbobinar, REssurgir, REerguer (se), REcriar (se).
Acontece a toda hora e instante e quem aceita, suaviza todo esse emaranhado de sentimentos que nos constroem e nos mantém.
São novas formas de enxergar a vida e à si mesmo, fazendo de cada dia uma busca intermitente ao sentido de existir com alegria.
E não podemos recusar essa alegria como se ela fosse um fardo supérfluo a ser carregado com culpa ou vergonha.
Ela nos pertence e se precisarmos mudar a direção dos nossos passos no intuito de encontrá-la e capturá-la, que possamos ser corajosos ao fazê-lo.
Ao mudar de cidade, de trabalho, de casa, de corte de cabelo, de hábitos e de afetos que nos definiram por tempo demais, podemos vir a descobrir que éramos mais acomodados e tristes do que sequer imaginávamos.
O primeiro passo nessa caminhada de REdescobertas pode ser aquele aperto silencioso no peito.
Pode ser o sufocamento na mesmice do velho trajeto de todos os dias aos antigos lugares.
Pode ser a estranheza de hábitos outrora tão ordinários, essa estranheza que vem em forma de perguntas como "o que estou fazendo, afinal?", "o que eu quero?", "o que me falta?", "por que ando tão irritado?".
E na digestão, muitas vezes lenta, destas respostas, vamos construindo um esboço, um plano para RE.
Alguns passam por essa vida esperando infortúnios, aceitando a dor, a dureza e a dependência corrosiva da prostração cômoda.
Aceitando a segurança linear do mais ou menos.
Se for preciso inventar palavras como REperdoar, REamar, REolhar (se), que se invente.
E se tivermos que inventar um REnascimento sem morte, que assim seja, pois na verdade somos uma nova versão de nós mesmos a cada dia que amanhece.
E essa versão é totalmente de responsabilidade nossa.
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