segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Como eu Respiro


Não odeio ninguém. Ninguém.
Tenho lá os meus desafetos, mas não nutro essa coisa escura dentro do peito. Não porque eu seja boa, mas porque sou egoísta e quero um caminho mais iluminado a cada dia. E simplesmente não consigo armazenar ódio nas prateleiras do meu ser.
Não falo bem, não sou muito boa em afagos e abraços com quem não divide o teto comigo, evito festas e locais badalados. 
Moro muito dentro de mim e me sinto feliz assim.
Consigo me conectar com o Mundo escrevendo, pois as minhas verdades são muito mais claras quando nascem palavras.
Porém, por serem verdades absolutas, vez ou outra, arranho a alma de quem me lê.
E por isso, peço perdão.
A intensidade com que existo me rende frutos maravilhosos, mas algumas sementes acabam fazendo parte do mastigar macio, suculento e doce.
Sou assim.
E não pretendo mudar.
Quem lê o que eu escrevo, conhece cada pedaço do meu espírito e não tenho medo desta nudez, pois é ela que me faz sentir aquecida nessa jornada de dias velozes.
Mais do que escrever, sou alguém em busca de sentidos, de felicidade, de paz.
Apenas tenho uma maneira, dentre tantas, de tentar buscar tudo isso.
É no ato de declarar.
Não sou chegada à títulos, mas se escrever me faz escritora, tudo bem.
Apesar da minha intenção ser apenas respirar.

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