Então a gente quer mudar algumas coisas e pensa que as mesmas mudarão se fizermos outras.
Mas a vida.
Ah, a vida não é bem assim.
E nela a matemática é obtusa e não temos os resultados esperados nas nossas somas e subtrações. Se a gente come, engorda, se trabalha muito, fica cansado, se sua, sente sede.
O corpo é simples. Direto.
A emoção? Nunca.
Não podemos fazer filhos para querermos ser cercados de amor e de gente, na velhice.
Não adianta sorrir e esperar que esse sorriso renda muitos outros sorrisos de juros.
Gentileza não gera gentileza, é mentira.
Gentileza gera satisfação com desapego, porque se formos gentis com quem não está nem aí para nada que não esteja gravitando em volta do próprio umbigo e esperarmos que o mesmo nos entregue o troféu de reconhecimento, estamos ferrados.
Ser bom, honesto, íntegro e disciplinado neste Mundo de valores histéricos é vinho que se bebe sozinho, degustando o que para os outros é apenas uva esmagada pelos pés.
Não adianta se esforçar para ser sexy, divertido, alegre, descolado, interessante para ganhar prestígio, pois ser admirado não é moeda, apesar da admiração ser muito confundida com cifras pelos que já esqueceram que, um dia, não haverá barganha para embarcar naquele barquinho sem volta.
A única fórmula que conheço é aquela que, depois de um monte de rabiscos, engrandece a alma.
E a alma, eu sei.
Essa carrega um monte de certos e errados para serem conferidos, revisados e corrigidos. Lá do outro lado.

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