segunda-feira, 22 de julho de 2013
Meus Maiores Segredos
Sou inquieta.
Vivo dos pensamentos.
E não escrevo porque gosto.
Escrevo porque amo.
Não reúno letras na intenção de me mostrar mais culta, capaz ou superior à ninguém.
Apenas expurgo da minha existência, em forma de palavras, tudo aquilo que crava fundo na minha alma e fere ou acaricia tão profundamente que precisa sair feito chuva que abranda a impetuosidade e o desespero das labaredas que me consomem.
Na escrita converso comigo.
E é uma conversa tão sincera quanto definitiva, pois depois de registrada se torna história que por mim pode ser digerida, assimilada e aceita.
E pelos outros testemunhada.
Sou muito mais texto do que fala, pois preciso do silêncio para me encontrar comigo mesma.
Por isso, nem tudo que digo é meu de verdade, pois é só longe dos olhos que observam a minha boca contar memórias, que me desnudo e entrego meus maiores segredos.
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