quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Semente


Sou profundamente espiritual.
Não religiosa.
E acredito nesse ciclo de indas e vindas de pessoas que nos encantam, irritam, acompanham, no formato intitulado família, amigos, conhecidos, pendências, ligação que perdura nas trocas mais estranhas, longas ou rápidas, mas intensas, pois nos deixam marcas invisíveis no corpo, mas detalhadas na alma.
Tenho tantas pessoas que carrego no coração.
Mesmo não sendo elas que dividem comigo as doçuras e a acidez do dia a dia, mas aquelas nas quais penso quando me sinto afogar e preciso de braços menos cansados do que os meus de me carregar.
Todos esses braços já me abraçaram e empurraram em algum momento em que eles mesmos não sabiam se segurar.
Mas a gente reconhece a perenidade mesmo em uma plantinha minúscula brotada no nosso jardim.
Devo muito à todas essas plantinhas que não me foram raiz.
Foram exemplo na hora de buscar o ar.

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