segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Sem Sede (não mais)
- Faz tempo que eu não te vejo sorrir.
- ...mas eu vivo rindo!
- Não com os olhos, não com o teu corpo que, sorrindo, me convidava para visitar o teu.
- Não entendi...
- Não entendeu com a mente ou com a alma? Ou com os dois....
- Sério, o que está acontecendo?
- Ou o que não está?
- Luca, eu estou cansada e detesto quando tu começas com essas charadas.
- A gente detestava tão pouco...e cada coisa boba era poesia, cada charada, desafio, começo de riso bobo que virava a gente fazendo amor.
- ....
- Nosso problemas eram coisas de segundo plano, pois quando se tem aquele que é tudo, o único problema é não mais tê-lo. E tudo é resolvível, pois o amor nos dá tanta força...e não tem filho pequeno, conta pendente ou injustiça que nos tire a sede do outro. E o outro é a fonte que sacia e estanca o desespero de vida.
- Mas que papo é esse? Tu bebeu?
- Não, hoje não, por isso acho que a minha sede terminou. A nossa.
- De beber?
- Sim, um ao outro.
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