sábado, 13 de abril de 2013

Lego



Quando se combina o ponto final vem e finaliza. 
Não tem novela, enredo, conversa, adiamento.
Os meios se tornam bobagem e os fins se aceleram na urgência de delimitar o que já era nosso.
Quando os corpos combinam, sai de perto. Não existem justificativas para aquele querer infinito que vai durar mais, pois depois vira coisa mais séria como amor.
E aquele amigo que fala o que estava na ponta da nossa língua, adivinha a necessidade do nosso coração e sorri quando o nosso corpo triste pede alegria.
Combinação.
Cada reentrância nossa tem um pedaço de fora que se encaixa.
De gente, de coisas que parecem bobas, mas são peças fundamentais no nosso Lego cheio de peças faltando.
Nunca vamos ser completos.
Mas com as pecinhas certas vamos formar uma silhueta. Um cenário agradável de se olhar, de amar. 
E quando acharmos algo perdido que combine com o que estava faltando, com o dedo tiraremos o pó da pequena brecha.
E iremos se deliciar com o todo um pouco mais completo.
Quase a combinação que tanto ansiamos, mas nunca teremos.

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