quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Jack Sparrow


E nesse insano mundo quisera eu ter um pouco mais de loucura tatuada na alma.
Porque me encanto com a leveza de quem transita pela vida como quem não tem nada a perder.

Aqueles que conseguem entender as injustiças como pingos de chuva inesperados que se resolvem com uma corrida ao próximo abrigo, uma bolsa protegendo a cabeça ou - por que não? - cabelos molhados que estarão secos depois de apenas alguns minutos.
Quisera eu ser um pouco mais Jack Sparrow para contornar os meus obstáculos com mais ironia, mais graça, mais aceitação de que a vida nos manda um monte de coisas fantásticas ou assustadoras e que nada nos impede de sair correndo, claro, depois de dar um sorriso.
E podemos fazer nossas desgraças menos pesadas quando nos vestimos com a leveza do bom humor.
E podemos ser mais engraçados, menos encucados com a nossa lista de responsabilidades, mais originais do que o padrão que nos forçamos seguir.
Porque Jack corre engraçado, se veste mal, fala enrolado, bebe muito, não tem vergonha de ser fraco, mas se tornou muito mais querido e popular do que qualquer herói de olhos azuis e terno engomado, prevísivel e chato.

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