Tantos passam e não tenho tempo de retê-los.
Mas gostaria de ter dimensões paralelas para poder sentar com cada alma e escutar o que me diz o seu silêncio, mais do que a sucessão de palavras vazias.
Quisera eu ter a coragem de me aprofundar em vidas que me são apenas bom-dia e poder com elas alimentar a minha existência de vivências.
E eu poderia ser ponte para ajudar na travessia de rios revoltos que para mim são córregos translúcidos e calmos.
E elas poderiam ser respostas simples à problemas que considero insolúveis.
E poderíamos ser juntos o tudo que tanto falta.
Mas que é tão raro, tão difícil de alcançá-lo, transpô-lo, expugná-lo.
E nós todos somos tão a mesma coisa.
Perdidos em diversas interpretações.
Repartidos em tantas entonações.
Elos quebrados, inteiros, rachados, fortes, fracos, podres, danificados, intactos.
Apenas vivendo na ingênua crença de que sozinhos seremos corrente.

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