terça-feira, 13 de novembro de 2012

Chave


Ando por tantos caminhos.
Teço minha vida com uma infinidade de fios, vejo amanheceres que enrubescem prédios, ora oceanos, ora copas de árvores repletas de piados.
Aperto mãos frias, mãos macias, mãos que me convidam ao sorriso, ao afastamento.
Percebo tantas almas que que se lançam para fora em olhares que me fazem sentir aconchego, tristeza, medo, desprezo.
Sinto o calor que emana de corpos que apenas se deslocam de um lado para o outro no triste trafegar de vidas vazias e que se dissipam rápido ao vento dos dias.
Sinto a paixão de tantos outros que me atraem e me buscam com promessas de asas que conhecem a direção da felicidade, da leveza, da alegria, do desapego à tudo que é desnecessário.
E nessa viagem de convivências, onde me mesclo à tantos, nesta aventura da vida, sou o resultado de muitos pensares.
Guardados feito fotos em caixa de lembranças.
Mas esta caixa é única, entatalhada por mim e somente eu guardo a chave.

Nenhum comentário:

Postar um comentário