sábado, 21 de abril de 2012

Keep Walking

Vivo me preparando para situações que acabam não acontecendo. Me preparo para ser feliz e acabo ficando triste. Imagino que vou me entristecer, e muito, quando, na verdade, me sinto satisfeita por ter crescido. Imagino cenas que, realizadas, são muito distantes das que idealizei. Aprendo tanto, todos os dias, com essa vida que me surpreende e me mostra que não sou eu que controlo tudo. Até virei mestre em aceitar. Às vezes o aprendizado se faz em pouco tempo, muitas vezes demora meses ou anos para a mensagem ser entendida. Aquela de que depois de uma tempestade o céu pode ficar azul bem rápido e de que um horizonte límpido pode se turvar ao peso de nuvens densas e escuras. Nada é definitivo, só a morte. E temos que lidar com isso. O trabalho está às mil maravilhas e, de repente, somos demitidos. O namoro vai bem, mas ele nos vem com a notícia de que vai viajar por dois anos para o exterior. A gente colhe o que planta, mas uma boa geada pode mudar um pouco o resultado da colheita. Sou mestre em ficar feliz e acreditar que sou feliz para sempre, em ficar triste e crer que já nasci tristonha. Sou do tipo que acredita em amor eterno, em honestidade acima de qualquer preço, em bondade, em esperança. Também acredito que o ser humano é mal, que a vida é injusta, que o amor é relativo. Aí vem a vida é me mostra tudo ao contrário. Pego as minhas regras e as engulo. Calço meus sapatos e sigo caminhando.

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