segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O silêncio que fere

  O silêncio é uma dádiva muito bem vinda em um mundo cheio de ruídos e poluição sonora. Ele restabelece a paz, recupera a concentração e revitaliza o pensamento. Porém, como tudo, ele pode ser nocivo se usado de forma errada. Ele pode ser o amigo que nos protege de nós mesmos em  momentos de raiva, frustração ou irritação, mas pode nos levar à caminhos sem volta se o deixarmos  pautar todas as nossas emoções. Dizer o que se sente, de forma delicada, revelar nossa alma e confessar nossas angústias é um ato de coragem. Não falar para não ferir protela discussões, evita confrontos, mas deixa cicatrizes de ressentimentos para o resto de nossas vidas. Seremos para sempre as vítimas de nós mesmos e, o pior, muitas vezes sem que o outro saiba. Conversar com quem amamos e aparar as arestas da convivência pode ser mal interpretado por quem escuta, mas como um remédio amargo, o momento ruim passa e vem a cura. Esperar que alguém adivinhe tudo que se esconde atrás de nosso silêncio é um ato egoísta. Deixar que nos machuquem é doloroso e dizer o que nos serve é a melhor maneira de nos amarmos e, por consequência, ao próximo.

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