sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Compreensão

Gosto de entender as manifestações da arte. Não experimento prazeres quando um quadro, um poema, uma crônica ou história é tecida somente com os fios das experiências, vivências e fantasias de quem a compõe e o significado escapa, arredio, de minha compreensão. Penso que um bom texto é redigido para ser compreendido e, por tal, admirado. Não contemplo com alegria um quadro que esconde significados elevados atrás de pinceladas furiosas e abstratas. Não quero precisar ouvir da crítica o que representa uma conjunção de riscos, palavras, cenas, imagens. Um bom filme, para mim, é bom por ter significado e por fazer com que eu mude, pense, reflita de alguma forma e não fique confusa tentando entender a mensagem. Não acredito que o óbvio seja chato e que apenas o complicado tenha charme. Já amo a vida sem compreendê-la e isso me basta.

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