sábado, 17 de dezembro de 2011

Não acredito no poder do grito. Não me convece quem gesticula demais e pensa que a credibilidde anda de braços dados com as atitudes exageradas e cênicas. Confio em quem não precisa se elevar para poder ser escutado e em quem consegue silenciar com a brandura e não com a violência das palavras e dos gestos. Assim é que converso com Deus. Me assusto quando vejo as manifestções de fé através de desmaios, súplicas histéricas, berros e pulos convulsivos. Me afasto de rituais que promovem a repetição catatônica de versos, à imposição de condutas obsessivas de lavantar e sentar, a pregação humana de que merecedor de amor é quem se pune e sofre. Converso com Deus através do meu coração e de nada adianta me esconder atrás de colares de contas, pois ele sabe e conhece quem sou eu de verdade.  Não preciso de túnicas, de símbolos, de cerimonial para me sentir filha do Pai.
Deixo o palanque para os políticos, o microfone para os cantores e o teatro para os atores.

Nenhum comentário:

Postar um comentário