quarta-feira, 8 de maio de 2013

Quando eu amo


Quando eu amo, não construo grades, mas portas que podem ser abertas, fechadas, se esse for o desejo de quem por elas passa ou apenas as prescruta sem adentrá-las.
Quando eu amo, entrego o meu corpo como alimento sem reservas nem medos, pois tento ser vida que brota dentro do outro.
Vida que faz da minha motivo, razão, sentido.
Sou pequena e grande ao mesmo tempo, quando tento me encaixar nos vazios e oferecer conforto.
Sou valente, mas posso me retirar em tristezas se a luta for somente minha.
Na intensidade da existência, invento sabores para os dias e os devoro em pedaços inteiros sem culpa dessa voracidade que já nasceu minha.
Eu vivo.
Não entendo.
Não explico muito.
E amo, apenas isso e ponto.

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