quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Ilha
Quando a dor do meu passado bate na porta e aparece em forma de lembranças, estremeço.Quando na morna alegria do meu presente, me deparo com paisagens que cochicham cenas que macularam minha alma, perco um pouco da doçura do momento, só um pouco, pois reservo o cansaço dos olhos abertos para as longas madrugadas. Fui criança que escondeu verdades atrás de brincadeiras ao ar livre. Fui criança que escondeu a tristeza solitária fazendo as alegrias valerem o dobro, as bondades se multiplicarem através de minhas fantasias e a luz do sol ser mais intensa do que o medo do escuro. Fui nadadora exímia e sobrevivi à oceanos de dúvidas. Construí minha própria ilha, onde descansei o corpo e me abriguei das ondas enormes das tempestades. Aprendi a ser terra firme onde muitos se encontram, mas que, vez ou outra, acorda com as pegadas de criança assustada.
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Muito bom! Pude ver-me neste espelho...
ResponderExcluirEntão sabes como se superar...
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