sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Cores
E se tornava nuvem lenta em dias de preguiça.
Flor e mato nas horas de perfume e desafeto.
Pescava sonhos, afogava pesadelos.
Era sorrisos, gozo e lágrimas.
Se dizia alegre para sentir-se novamente triste.
E pensava.
O que é esse caleidoscópio que cega e ilumina?
De quantas cores precisam os dias que se avermelham em amanheceres e se despedem em púrpura?
Qual o sentido das cores?
O porque do cinza?
Dos pretos que anulam as luzes?
São de pedra e de areia fofa os caminhos.
De risos de dor e lágrimas de alegria.
De brindes e despedidas.
De olá e adeus.
De amores que nos seguram e salvam.
De alimento e de fome.
Temporais raivosos e brisas suaves.
A vida.
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